quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Decepção

​​Tenho visto em nossa sociedade, pessoas que se consideram superiores às outras, seja por suas posses, um grau de instrução superior à maioria, um corpo bem trabalhado, belas roupas, ou uma esperteza que beira o sadismo... Bem pouco vejo daquilo que Cristo um dia tão claramente especificou: trabalhai por aquilo que não perece... amai-vos... perdoai... suportai... tudo que eu não vejo nesses seres tão aceitos socialmente, mas tão ocos por dentro...
Mas não pense que são só esses​... Esse flagelo da oquidão humana virou pandemia! Os que não se cuidam, mas zombam; os que não estudaram, mas não tem caráter; os desempregados, que só pensam em se dar bem mesmo sem ter nada... Os que se dizem religiosos, e só se escondem atrás da Palavra, e praticam toda espécie de crimes e promiscuidade...
Instinto de sobrevivência? Não!
Pura selvageria de uma selva que se autoconsome e se condena à extinção total dos valores morais, sociais, do respeito!
Oh... Por onde andará o ser humano? Perdeu-se em que esquina do passado? Como gostaria de tê-lo comigo para caminhar lado a lado só a sentir a brisa a soprar...
Saudade daquele tempo em que se ouvia uma sonora gargalhada... e não era de deboche...
Saudade do tempo em que estendiam a mão quando alguém caía... e não simplesmente filmavam para postar no whatsapp...
Saudade do tempo cheio de cheiros... a terra molhada... o bolo quentinho no forno... a maresia do mercado do peixe... o cheiro da manguita madura... Ah, tempo que não volta mais...
Quando olho pro futuro, vejo apenas uma interrogação - nada de porto seguro...​
Triste incerteza do que o amanhã me trará...