Tenho visto em nossa sociedade, pessoas que se consideram superiores às outras, seja por suas posses, um grau de instrução superior à maioria, um corpo bem trabalhado, belas roupas, ou uma esperteza que beira o sadismo... Bem pouco vejo daquilo que Cristo um dia tão claramente especificou: trabalhai por aquilo que não perece... amai-vos... perdoai... suportai... tudo que eu não vejo nesses seres tão aceitos socialmente, mas tão ocos por dentro...
Mas não pense que são só esses... Esse flagelo da oquidão humana virou pandemia! Os que não se cuidam, mas zombam; os que não estudaram, mas não tem caráter; os desempregados, que só pensam em se dar bem mesmo sem ter nada... Os que se dizem religiosos, e só se escondem atrás da Palavra, e praticam toda espécie de crimes e promiscuidade...
Instinto de sobrevivência? Não!
Pura selvageria de uma selva que se autoconsome e se condena à extinção total dos valores morais, sociais, do respeito!
Oh... Por onde andará o ser humano? Perdeu-se em que esquina do passado? Como gostaria de tê-lo comigo para caminhar lado a lado só a sentir a brisa a soprar...
Saudade daquele tempo em que se ouvia uma sonora gargalhada... e não era de deboche...
Saudade do tempo em que estendiam a mão quando alguém caía... e não simplesmente filmavam para postar no whatsapp...
Saudade do tempo cheio de cheiros... a terra molhada... o bolo quentinho no forno... a maresia do mercado do peixe... o cheiro da manguita madura... Ah, tempo que não volta mais...
Quando olho pro futuro, vejo apenas uma interrogação - nada de porto seguro...
Triste incerteza do que o amanhã me trará...

Nenhum comentário:
Postar um comentário